sexta-feira, 7 de junho de 2013

POLUIÇÃO AMBIENTAL - SEGUROS EXISTENTES

Como foi abordado na postagem anterior a preocupação maior quando ocorre um dano ambiental, está no passivo deixado.
Os organismos ambientais quando identificam os danos tem como função identificar a extensão destes danos ao meio ambiente e as consequências às populações que em muitos casos tiram seu sustento daquele local.
O passivo, portanto, não se limita ao dano ambiental (flora/fauna) mas também aos danos comerciais decorrentes e em muitos casos os danos corporais que porventura podem ser causados.
O mercado segurador brasileiro já dispõe de vários tipos de seguro que atendem direta ou indiretamente estes riscos.
Existe uma percepção equivocada de que as apólices existentes são caras, complexas e portanto podendo ser contratadas apenas por grandes empresas e negociadas por grandes corretoras de  seguro ou resseguro.
Nosso objetivo aqui é desmistificar tal posição e apresentar seguros simples e que estão ao alcance das pequenas e médias empresas bem como dos corretores tradicionais.

No ramo de Responsabilidade Civil Geral encontramos a apólice de RC Riscos Comerciais e Industriais também chamada de RC Produtos: Trata-se de uma cobertura de seguro das mais abrangentes do mercados quando se trata de Responsabilidade Civil e encontramos em muitos clausulados em diversos seguradores a cobertura de Poluição Súbita como risco coberto automaticamente:
                  Poluição Súbita: “Poluição, contaminação ou vazamento, a menos que
                  resultem de um acontecimento súbito e inesperado, iniciado em data
                  claramente identificada e com duração máxima de 72 horas.”
O produto RC Shopping Center também, em muitos textos existentes contemplam o risco de poluição súbita da mesma forma.
Os seguros obrigatórios DPVAT e RETA também, por não excluírem, atendem aos prejuízos decorrentes de danos corporais por poluição ambiental.
Finalizando, o RCF-V - quando vinculado aos veículos transportadores de carga também tem em seus clausulados o atendimento a estes tipos de danos.
As coberturas acima não são as únicas, mas as principais, existindo portanto um número maior de produtos de seguro que atendem estes riscos.
Entretanto nenhum deles, é bom que se enfatize, dá acolhimento às multas decorrentes dos danos ambientais provocados !

sábado, 4 de maio de 2013

POLUIÇÃO AMBIENTAL - RISCO SEGURÁVEL ?

        Os danos por poluição ambiental tornaram-se preocupação a partir da década de 70 quando fundos foram criados para serem utilizados na recuperação do ambiente então degradado.
        Nesta época observamos o ambiente marinho e as praias como os biomas que mais sofreram.
        As condenações cada vez de maior vulto e na esteira de um número cada vez maior de comunidades preocupadas com o passivo ambiental deixado por estas verdadeiras catástrofes, fez surgir legislações que buscam enquadrar o poluidor como um crime ambiental, em diversos países, nas décadas de 80 e 90 e como consequência o mercado segurador iniciou a apresentação de produtos de seguros para os mais diversos tipos de eventos que possam ocorrer.

        É oportuno ressaltar que nenhum clausulado de apólice de seguro deste tipo está voltado a acolher o segurado na esfera criminal.
        Os produtos de seguro foram desenvolvidos para atender ao ressarcimento dos prejuízos com o meio ambiente e as populações que deste ambiente tiram seu sustento e foram, como consequência, prejudicados.
De forma resumida, a preocupação é o passivo ambiental criado pelo evento poluidor.

          Na atualidade podemos ter a disposição do segurado, apólices de seguro para os mais diversos tipos de riscos potencialmente poluidores.
    Hoje todos os modais de transporte podem adquirir produtos que garantam o ressarcimento nos casos de poluição ambiental. O modal aquaviário foi o precursor, mas os demais modais, rodoviário, aéreo e ferroviário já dispõe de produtos.
           Não somente a área de transporte, mas também as empresas comerciais e industriais.
         Na próxima postagem vamos apresentar as coberturas de seguro para estes diversos riscos de atividade.
          

        

segunda-feira, 15 de abril de 2013

VENTOS FORTES X ESCALA GRÁFICA

Em 14 de junho de 2009, postamos o assunto escala de Beautford onde está representada uma forma de se classificar os ventos segundo critérios observados na natureza.

Hoje apresentamos a mesma escala sob forma gráfica ou seja desenhos que representam a ação dos ventos sob estruturas e paisagem.

Como a escala está com velocidades em milhas/hora vamos ajustar para Km/h abaixo:
1.- 1,6 km/h - 4,8 Km/h
2.- 6,4 Km/h - 11,20 Km/h
3.- 12,8 Km/h - 19,20 Km/h
4.- 20,8 Km/h - 28,80 Km/h
5.- 30,40 Km/h - 38,40 Km/h
6.- 40 Km/h - 49,60 Km/h
7.- 51,20 Km/h - 60,60 Km/h (54 Km/h já classificado como ventos fortes pelo segurador)
8.- 62,40 Km/h a 73,60 Km/h
9.- 75,20 Km/h - 86,40 Km/h
10.- 88,0 Km/h - 100,80 Km/h
11.- 102,40 Km/h - 115,20 Km/h
12.- Acima de 116,80 Km/h

quinta-feira, 14 de março de 2013

VENTOS FORTES


O manual de Incêndio e Lucros Cessantes da Editora Manuais Técnicos de Seguros Ltda, identifica a cobertura  de Vendaval, furação, ciclone, tornado, granizo etc, como cobertura acessória , onde caracteriza vendaval a comprovação de vento igual ou superior a 15 m/s ou seja 54 Km/h, o que é acompanhado pelos produtos de seguro oferecidos pelas seguradoras do mercado.Considera ainda um mesmo sinistro, ou seja uma mesma ocorrência, quando o fenômeno ocorrer em um prazo de 24h e em um mesmo município.
Ciclone:
¨São sistemas meteorológicos de baixa pressão. No hemisfério norte o ciclone gira no sentido anti-horário, sendo que no hemisfério sul a sua rotação é horária.
¨Pode-se, de forma simplificada, dizer que um ciclone extra-tropical forma-se em decorrência da convergência de diversas massas de ar e estas oriundas de centros de baixa pressão.
Tornados:
Segundo Glickman, os tornados formam-se em áreas de intensa instabilidade atmosférica na base das nuvens do tipo cumulonimbus, estendendo-se até o solo na forma de uma intensa coluna de ar giratória. Entretanto, para ser caracterizado como tal, esse fenômeno deve causar danos na superfície do terreno.
¨Esses fenômenos formam-se em ambientes atmosféricos instáveis, associados a elevados valores de umidade e temperatura.
¨Diferença entre tornado e furacão: 
Um furacão normalmente mede centenas de quilômetros de diâmetro e origina-se sempre nos oceanos, de onde retira a energia necessária para a formação. Ao atingir o continente, ele começa a dissipar, perdendo força. O tempo de vida de um furacão pode chegar a vários dias, assim a sua previsão pode ser realizada com bastante antecedência. 
Já os tornados são fenômenos extremamente localizados, apresentando um diâmetro de dezenas ou centenas de metros, raramente atingindo diâmetros iguais ou superiores a 1 Km.
Diferença entre tornado e vendaval. 
Além da visualização do funil característico do tornado, isto quando é visível, pois quando ocorre a noite as pessoas não o identificam aumentando a confusão de interpretação, está nos danos gerados ou seja no padrão dos destroços deixados.
No tornado os ventos são giratórios, torcendo árvores e postes. São também danos concentrados e apresentam linearidade nos rastros deixados.
Já o vendaval os danos são mais generalizados, deixando danos distribuídos em várias áreas.
Na próxima postagem vamos demonstrar com figuras ilustrativas e baseadas na Escala de Beauford o comportamento dos ventos baseado em sua intensidade.













terça-feira, 13 de novembro de 2012

Explosão de líquidos inflamáveis | Mulher fica ferida após explosão em restaurante em Canela


Mulher fica ferida após explosão em restaurante em Canela

Vítima precisou ser transferida para Porto Alegre, em estado grave

O texto abaixo relata um grave equívoco que infelizmente é praticado por muitos. A manipulação de substâncias inflamáveis sem o devido cuidado:

"Uma mulher ficou gravemente ferida no começo da tarde desta sexta-feira, após a explosão de um buffet de comida em um restaurante na rua José Velho Corrêa da Silva, bairro São José, em Canela, na Serra gaúcha. Com queimaduras em 80% do corpo, a vítima foi encaminhada pelos bombeiros ao Hospital de Caridade de Canela. Em função da gravidade dos ferimentos, ela precisou ser transferida para o Hospital Cristo Redentor, de Porto Alegre.

O acidente ocorreu quando ela reabastecia o fogareiro. O marido tentou ajudar e acabou ferido também. O incêndio foi controlado com extintores pelos funcionários do próprio restaurante. O homem sofreu queimaduras leves nas mãos e braços. O casal é proprietário do estabelecimento. O marido da vítima também sofreu queimaduras leves nas mãos e braços. O casal é proprietário do estabelecimento.

Segundo o tenente Clodoaldo Teixeira, comandante do Corpo de Bombeiros de Canela, o estabelecimento utilizava etanol nos fogareiros que aquecem as cubas que armazenam a comida.

“O material ficava armazenado em dois galões de cinco litros. Além de forma de armazenamento, o uso do produto para manter aquecidos os recipientes é indevido. O etanol evaporou, formou uma espécie de nuvem e acabou explodindo”, resume o tenente." ( Fonte : Site : www.correio do povo.com.br)

Os equívocos:
1.- Etanol é combustível veícular não pode ser usado em aquecimento.
2.- As quantidades manipuladas são incompatíveis com a forma de uso: alimentar fogareiro de um rechaud .

O procedimento correto:
1.- Retirar o fogareiro que deve ser reabastecido e levá-lo para fora do ambiente com muitas pessoas.
2.- Utilizar álcool gel a 72° GL, que por ser gel não volatiliza com rapidamente e não provoca a explosão de líquido relatada.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

QUEBRA DE MAQUINA X DANO ELETRICO

Um equívoco que observamos ocorrer nas contratações de seguro property está na escolha das coberturas de seguro para equipamentos/máquinas de uma empresa seja ela comercial ou industrial.
A clausula de Danos Elétricos é contratada imaginando que na ocorrência de um evento onde a maquina ou equipamento é avariada esta cláusula acolherá todo o prejuízo, até o limite da cobertura contratada, esquecendo-se o corretor que a referida cláusula paga prejuízos a fio, cabos, enrolamentos ou a outros componentes de um circuito elétrico.
O exemplo a seguir apresentado e retirado da experiência de nosso dia a dia demonstra esta situação:

Um equipamento destinado a resfriar o vidro e com isto provocando a sua têmpera utiliza um motor de 500 CV em corrente contínua. O motor elétrico move um eixo que em seu extremo está montado um rotor(ventilador) de 4 m de diâmetro que força o ar sobre a placa de vidro provocando a sua têmpera. Todo este conjunto gira a aproximadamente 1500 rotações por minuto e está montado em um grande suporte que sustenta o motor, seu eixo e o rotor.
Uma avaria de ordem elétrica fez com que o motor elétrico assumisse uma rotação muito acima das 1500 rpm, provocando a quebra do eixo que causou danos ao motor elétrico que ficava ligado ao eixo e no extremo do eixo o rotor partiu-se ficando destruído. A base ficou deformada.
Todo o equipamento foi condenado pelo fabricante. O prejuízo apresentado? 280 mil Euros.
A verba segurada em DE era de R$ 400.000,00, praticamente cobria o prejuízo.
Ocorre que o único componente elétrico do equipamento era o motor de corrente contínua de 500 cv a um custo de 65 mil euros. Por decorrência, a indenização proposta foi esta, descontada a franquia.

O que faltou para que o segurado tivesse seu sinistro plenamente atendido?
  1. Uma melhor analise do risco por parte do corretor
  2. Uma cobertura chamada Quebra de Máquinas
  3. Faltou Gerenciamento de Riscos !!



domingo, 11 de março de 2012

Seguro Riscos de Engenharia - Informações

  • Riscos de Engenharia - Modalidade:Obras Civis em Construção
  • Quem contrata?
    • Construtoras
    • Empreiteiras/subempreiteiras
    • Proprietário de obras pessoa física 
  • Objetivo do seguro
    • É um seguro de bens materiais, oferecendo cobertura para as obras contra qualquer acidente, ressalvados os riscos excluídos, dos quais pode resultar dano ou destruição das obras de engenharia civil durante o período da obra.
  • Coberturas
    • Básica : Normalmente o valor da obra/contrato
    • Adicionais:(Principais)
      • Responsabilidade Civil : Danos materiais e corporais a terceiros
      • Despesas extraordinárias
      • Despesas com desentulho
  • Necessidades para a contratação
    • Preenchimento de questionário
    • Cronograma físico e financeiro da obra
    • Possível inspeção do local
    • Obra regular (licenças e projetos aprovados)
    • Andamento da obra não superior a 20% do cronograma
  • Observações
    • As demolições podem contratar Riscos de Engenharia
    • Seguro técnico, necessitando portanto maiores cuidados na sua contratação e na aceitação ´pelo segurador.
  • Riscos de Engenharia - Instalação e Montagem
  • Quem contrata?
    • Construtoras
    • Industrias
    • fábricas
  • Objetivo do seguro
    • Oferece, basicamente, proteção ampla contra os riscos no local, relacionados com a montagem de máquinas, bem como montagem de estruturas de aço de qualquer espécie.
  • Necessidades para a contratação
    • Preenchimento de questionário
    • Relação dos equipamentos (detalhada)
    • Possível inspeção no local
  • Observações
    • Não pode haver obras civis superiores a 25% do cronograma.
  • Riscos de Engenharia - Quebra de Máquias
  • Quem contrata?
    • Industrias
    • Fábricas
  • Objetivo do seguro
    • Acidentes de causa súbita e imprevista que possam danificar os objetos segurados, causados pela ação do homem ou outra força externa (verificar riscos excluídos), ficando cobertos os danos internos, originados nas próprias máquinas.
  • Necessidades para a contratação
    • Preenchimento de questionário
    • Relação dos equipamentos (detalhada)
    • Possível inspeção no local
  • Observações
    • Cobertura de seguro de grande importância mas esquecida e em muitos casos confundida com outras coberturas mais tradicionais no mercado.
    • Estaremos, na sequência, postando um artigo onde apresentaremos o equívoco que ocorre envolvendo a cobertura adicional de Danos Elétricos nos seguros compreensivos.